segunda-feira

ESPIRITUALIDADE EMOCIONALMENTE MADURA

TEMA: Sensibilidade
Textos: Mt 4.1; Mc 6.34; Lc 7.12-13; Jo. 4-4.

INTRODUÇÃO:
A fé Cristã é um convide para o amadurecimento. Jesus quer formar em nós uma vida madura, em todas as suas dimensões: Emocional, física, social e espiritual. Por essa razão, caminhar com Cristo é caminhar para o amadurecimento, para uma espiritualidade madura.
Nessa série já se falou sobre transparência e coragem, como elementos de uma espiritualidade emocionalmente madura (ou poderíamos chamar de emoção espiritualmente madura). Hoje falaremos sobre sensibilidade. Obviamente não no sentido piegas da palavra, mas na perspectiva da capacidade de nutrir uma abertura em si para ouvir/ver/sentir/discernir à Deus, à vida, ao próximo e tantas outras questões concernentes a nossa existência.
Faz-se necessário falarmos sobre sensibilidade como um fruto dessa espiritualidade madura, pois uma das capacidades humanas a serem afetadas com a queda, foi justamente a sensibilidade. Temos dificuldades para ouvir à Deus, ao próximo e a nós mesmos (Gn 3).
Jesus foi um HOMEM sensível, vale ressaltar que foi um HOMEM sensível, pois por vezes negligenciamos, ou custamos a crer na humanidade de Jesus e invalidamos seu exemplo, por sua divindade, o que é um erro, obviamente, já que o apóstolo Paulo nos ensinou que Cristo é o Deus esvaziado de suas prerrogativas, assumindo a forma humana (Fp 2.5-11).
Por essa razão, percorreremos os evangelhos, buscando 4 situações que revelam um aspecto da sensibilidade de Jesus. Claro, que poderíamos destacar bem mais do que 4 situações, pois a vida de Cristo, foi e é uma expressão límpida do que é uma vida sensível à Deus, ao próximo, ao mundo e a si próprio, porém 4 nos bastará.
Andar com Cristo é abraçar o convite de abrir espaço para Deus formar em nós a vida Dele, ou seja, a vida de Cristo. Como o apóstolo Paulo bem disse, estamos focando e nos espelhando no próprio Cristo, Ele é nossa fonte de inspiração a quem devemos imitar (ICor 11.1). 

O EVANGELHOS E A SENSIBILIDADE DE JESUS:

JESUS ERA SENSÍVEL AO ESPÍRITO SANTO – Mt 4.1
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”

O ministério de Cristo foi todo conduzido pelo Espírito Santo. Isso fica bem evidente nos evangelhos, sobretudo em Lucas. Ele nasce como fruto da ação do Espírito Santo. É batizado com o Espírito Santo e conduzido por Ele. Essa revelação dada pelos evangelhos nos ensina ao menos duas verdades: 1) Destaca a humanidade de Cristo e sua dependência do Espírito Santo e 2) Revela que Cristo era sensível e submisso à condução do Espírito Santo.
O próprio Cristo não desenvolve o seu ministério na sua própria força, mas sim na força do Espírito Santo, pois é apenas por meio do Espírito Santo que conseguimos ser operosos no reino de Deus. É Ele quem age na história desde o princípio levantando e municiando os homens para que esses façam a vontade de Deus e andem nos seus caminhos. Jesus sabia disso e por essa razão mantinha um coração aberto e submisso ao mover do Espírito, não importa para onde o Espírito o levasse, pois aqui, Cristo está sendo conduzido diretamente para ser tentado pelo Diabo, todavia, Ele se submete à condução do Espírito.
“Quando somos conduzidos pelo Espirito Santo, andamos em paz, mesmo que a condução nos deixe cara a cara com o Diabo. Porém, quando somos conduzidos pelo espírito do diabo, andamos com medo, mesmo que o trajeto nos deixe cara a cara com Deus.”
Se até Cristo foi sensível ao Espírito, quanto mais nós devemos ser?
A vida cristã se desenvolve através da condução do Espírito Santo. Ele fala conosco de diversas formas (sonhos, palavras, orações, intercessões, comunhão, experiência) precisamos viver de tal forma que durante a nossa caminhada, não nos tornemo-nos insensíveis a sua voz. O apóstolo Paulo nos recomenda por duas vezes para não apagarmos ou entristecermos o Espírito (Ef. 4.30; Its 5.19). Nos tornamos surdos à voz do Espírito quando passamos a ouvir mais o pecado e deixamos ele ditar nossos passos.
Precisamos aprender com Jesus a SERMOS SENSÍVEIS AO ESPÍRITO SANTO e a confiarmos em sua condução. Devemos dar espaço para e liberdade para o Espírito Santo em nós pedindo para que Deus derrube toda e qualquer barreira que impeça o seu governo em nós.

JESUS ERA SENSÍVEL AS ORAÇÕES DOS IRMÃOS – Mc 6.34
“E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.”

Após receber a notícia da morte de seu primo João Batista, Jesus aproveita o retorno da viagem missionária dos seus discípulos e se retira para um lugar, afim de descansar. Porém a multidão interrompe a sua tentativa de descanso, pois descobre sua localização e o seguem. Jesus não rejeita a multidão, pelo contrário, a acolhe como um pastor acolhe ovelhas perdidas.
Esse poderia ser apenas mais um episódio de compaixão do mestre para com a multidão. O que o faz ser diferente é a expressão usada por Marcos ao se referir ao olhar de Jesus: “eram como ovelhas sem pastor”. Essa não foi a primeira vez que essa expressão havia aparecido na história, ela aparece em sua primeira vez, em uma oração feita por Moisés, onde o libertador de Israel, pede à Deus: “ponha um homem sobre esta congregação que saia adiante deles, e que entre adiante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar, para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não tem pastor” (Nm 27.16-17). 
Não era Josué a resposta da oração de Moisés, pois Marcos, séculos depois, relembra que o povo ainda estava sem pastor, vagando perdidamente. Porém, Jesus se coloca como resposta à oração do profeta, Ele é o pastor que guiará de uma vez por todo o povo para o descanso de Deus. Jesus não apenas orava à Deus, mas era sensível às orações realizadas na histórias por homens levantados por Deus e se colocava como resposta à essas orações.
Precisamos aprender com Jesus A SERMOS SENSÍVEIS AS ORAÇÕES DOS NOSSOS IRMÃOS, para nos colocarmos diante de Deus e do nosso próximo como resposta de oração. Quantas orações chegam a nós e por quantas vezes temos a sensibilidade de ouvir e nos colocarmos como resposta à essas orações?
O apóstolo Paulo em sonho, recebe a oração de um Macedônio que clama por sua visita, não estava em sua rota, porém, o apóstolo logo se coloca como resposta a essa oração (At 16.9). 

JESUS ERA SENSÍVEL AO SOFRIMENTO HUMANO – Lc 7.12-13
“E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.”

Jesus não é apenas o Deus que entra na história e existência humana, mas também o Deus que entra e participa dos dilemas cruciais do homem. Ele não passa apático ao sofrimento alheio, antes, tem seu coração tomado pela dor e choro dos homens. 
É possível presenciar essa sensibilidade de Jesus perante o luto da mãe que está enterrando o seu único filho. Jesus se compadece da situação desse mulher, que não está atrelada ao pesado fardo e tristeza de enterrar o único filho, pois Lucas nos informa que ela já era viúva e agora sem filhos, isso lhe colocava em uma situação de risco, pois não haveria ninguém para lhe sustentar, já que mulheres não trabalhavam socialmente. 
Jesus entra na história (no caminho) dessa mulher e se compadece de sua situação. A palavra compaixão, tem por significado ser “ser movido em suas entranhas” seria o equivalente moderno de dizer que “sentiu o aperto no coração”. Logo, Lucas revela o grau da empatia que Jesus sentiu com uma mulher que lhe era socialmente desconhecida.
Sua compaixão com a dor humana é tão grande que o único relato que temos que revela que Cristo chorou, foi diante da morte do seu amigo Lazaro (Jo 11). O que nos revela a profunda verdade que Cristo é o Deus que entrou na história e nos tramas dos homens, Ele não ficou apático ao sofrimento do ser humano, pois como diz o profeta: “Ele carregou sobre si as nossas dores, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e por suas pisaduras fomos sarados.” (Is 53. 4-5).
Precisamos aprender com Jesus A SERMOS SENSÍVEIS AO SOFRIMENTO HUMANO. Todo sofrimento deve ser sentido com compaixão, não importa de quem venha, devemos olhar com o olhar do Cristo que não permanece imune ao sofrimento que passa o ser humano, mesmo que seja por sua própria responsabilidade (e em última instancia o é).
Alias, a sensibilidade a dor do próximo, nos é um bom sinal do frutificar da salvação em nós, pois nos evangelhos, são os religiosos que permanecem apáticos a dor humana e não Jesus.

JESUS ERA SENSÍVEL AO QUE DEUS ESTAVA FAZENDO NA HISTÓRIA – Jo. 4-4
 “E era-lhe necessário passar por Samaria.”

Quando João nos informa que era necessário que Cristo passasse por Samaria, para chegar à Galileia, ele não nos está informando uma questão geográfica, pois isso não fazia sentido, pois como judeu, a última coisa que seria necessária a Jesus e aos seus discípulos, seria passar por Samaria, visto o problema étnico entre judeus e samaritanos. Não era seguro passar por lá, ele não seria bem-vindo e ainda estaria correndo perigo, por essa razão não era necessário do ponto de vista pragmático. Então por que João nos dá essa informação?
Há um aspecto divino nessa revelação de João. 
No capítulo 4 temos o relato de Jesus na companhia dos samaritanos. Ele fica lá por dois dias, ensinando e curando à muitos da cidade, nesse aspecto compreendemos a fala de João ao dizer que lhe era necessário passar por Samaria. Jesus tinha gente para alcançar ali também.
Isso fica mais evidente no diálogo com a mulher samaritana, que introduz a entrada de Jesus entre os samaritanos. Essa história é precisa ser vista sob a luz do profeta Amós, homem levantado por Deus para pregar ao reino do Norte (Israel), cujo a capital era Samaria.
Amós encerra o seu livro com uma profecia dura ao povo do reino do norte, onde diz que Deus enviará fome e sede ao povo, porém fome e sede da sua palavra. Eles vagariam pela terra, porém não encontrariam a palavra de Deus. A profecia diz respeito a ausência de profetas levantados por Deus no reino do norte e um longo período onde o povo do reino do norte experimentaria o silêncio do Eterno. Isso de fato ocorreu, pois o reino do norte foi tomado pela Assíria e o que sobrou das dez tribos do reino do norte se concentrou em Samaria, um povo misturado com outras raças, porém que aguardavam a vinda do messias, mas estavam a séculos sem ouvir um profeta da parte de Deus.
Porém Jesus precisava passar por Samaria. Ele precisava avisar àquele povo que o tempo do silêncio de Deus havia acabado. Eles não precisariam mais ter sede da palavra, pois Ele era a água da vida e quem dele bebesse jamais teria sede.
Jesus era sensível ao que Deus estava fazendo na história e por essa razão lhe era preciso passar por Samaria.
Precisamos aprender com Jesus a SERMOS SENSÍVEIS AO QUE DEUS ESTÁ FAZENDO NA HISTÓRIA. Precisamos olhar o nosso redor e visualizar o que Deus tem feito, para que assim, possamos cooperar com Ele e nos tornarmos instrumentos de sua ação na história. Quando não percebemos o que Deus tem realizado ao nosso redor, corremos o risco de permanecer a deriva de sua ação e até mesmo nos colocarmos como empecilhos de seus planos.
Precisamos ter a sensibilidade de Jesus para percebemos a ação de Deus na história.

CONCLUSÃO:

Nossa oração deve ser para que Deus forme em nós a vida de Cristo. Para que sejamos sensíveis como Cristo foi sensível: 1) AO ESPÍRITO SANTO; 2) AS ORAÇÕES DOS IRMÃOS;       3) AO SOFRIMENTO HUMANO E 4) A AÇÃO DE DEUS NA HISTÓRIA.
Não é por nossa força, mas pela transformação operada pela salvação que nos conduz a essa maturidade de vida. Estar na companhia de Jesus é poder experimentar desse processo de transformação. É recuperar a capacidade de ser sensível a Deus, ao próximo, a vida e a toda a criação.

domingo

ENOQUE – O HOMEM QUE ANDOU COM DEUS

Texto: Gn 5. 21-24

Tema: Amigo de Deus; Fé; Vida Piedosa.

 

INTRODUÇÃO:

Temos no livro de Gênesis a descrição de duas descendências: 1) A descendência de Caim e 2) A descendência de Sete. Em uma temos um histórico de maldades e violência, em outra temos um histórico de quando os homens voltaram a buscar a Deus.

Em Gn 4.26, descobrimos que os homens começaram a invocar o nome do Senhor, ou seja, desde o primeiro culto apresentado por Caim e Abel até aquele momento, os homens não haviam ainda invocado o nome do Senhor. Essa prática começa com a chegada de Enos, filho de Sete, neto de Adão. A descendência de Sete é a descendência que invoca o nome do Senhor na terra, por quanto a descendência de Caim é marcada como aquela que vive errante de Deus. 

“Faz interessante observar, que na descendência de Caim, temos os nomes dos seus filhos e suas profissões. Enquanto que na descendência de Sete temos os seus nomes e suas idades. Moisés não conta os dias da descendência de Caim, pois é como se eles não vivessem, pois passaram os seus dias longe de Deus e só possuem os dias contatos àqueles que caminham com o Eterno” (by Ariovaldo Ramos).

Enoque é da descendência de Sete. Do povo que voltou a invocar o nome do Senhor, por essa razão tem os seus dias contatos na terra.

 

Enoque: “Dedicado”

Linhagem: Adão (930), Sete (912), Enos (905), Cainã (910), Maalalel (830), Jarede (962), Enoque (365), Metusalém (969), Lameque (777), Noé.

 

PODEMOS APRENDER ALGUMAS LIÇÕES COM A VIDA DE ENOQUE:

 

1) ENOQUE ERA DEDICADO À DEUS.

O significado do nome Enoque é “Dedicado”. Essa não é a primeira vez que esse nome aparece na Bíblia, pois temos também um Enoque que é filho de Caim e um Enoque que é filho de Jarede. Ambos, com o mesmo nome e o mesmo significado, porém com vivencias completamente opostas.

Parece que Moisés faz uma comparação proposital entre as duas genealogias (Caim x Sete), pois há nomes semelhantes nas duas genealogias, porém com vivencias bem distintas. 

Enoque, filho de Caim, recebe uma cidade com o seu nome, a primeira cidade construída na história, claramente um movimento de rebeldia de Caim contra Deus, pois este disse que ele seria errante pela terra, porém, Caim ao desobedecer a Deus, estabelece uma família e cria uma cidade. O Enoque de Caim tem em sua descendência um homem como Lameque (Poderoso), que perpetuou a obra homicida de seu pai, matando e promovendo a violência na terra. O Enoque filho de Caim, é dedicado ao mesmo espírito de morte promovido pelo seu pai, pois torna-se um perpetuador desse espírito.

Já Enoque, filho de Jarede, da descendência de Sete, mostra-se dedicado à Deus. Ele é da geração que decidiu invocar o nome do Senhor em meio a malignidade da terra.Enoque se consagra a Deus e diferente do Enoque de Caim não perpetua o avanço da maldade na terra, pelo contrário a refreia. Da linhagem de Enoque vem Noé, aquele que é tido como Justo diante de Deus.

Em meio há homens corrompidos pela maldade, Enoque, decidi viver consagrado a Deus. Ele é de uma família consagrada a Deus e perpetua essa consagração, carregando em seu nome a sua escolha de ser dedicado ao Criador.

[APLIC] O importante em nossa caminhada não é o que fazemos ou o quanto vivemos, mas sim para quem nos dedicados e para quem nos consagramos. Podemos ser alguém que viver à se consagrar para Deus e dessa forma consagrar nossa linhagem à Deus, ou podemos ser alguém à se consagrar para as vaidades e loucuras humanas. Enoque era um homem dedicado ao Eterno.

Ex.: João Batista que já era consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe e cheio do Espírito Santo. (Lc 1.-15-17).

 

MAS O QUE É SER CONSAGRADO A DEUS?

 

2) ENOQUE ANDOU COM DEUS.

O texto por duas vezes ressalta que Enoque andou com Deus. Essa é a primeira vez aparece nas escrituras essa descrição, de alguém que andou com o Eterno. Descrever um relacionamento a partir da perspectiva do “andar” é apontar um relacionamento de intimidade e comunhão, é outra forma de dizer que Enoque viveu tendo comunhão com o Eterno. 

Enoque era consagrado a Deus pois decidiu andar, manter comunhão com o Eterno e por manter comunhão com o Eterno foi um homem consagrado a Deus. Essa informação de Moisés nos ajuda a responder o que é ser consagrado a Deus e ser consagrado a Deus é em tudo optar andar com Deus.

Por vezes achamos que se consagrado a Deus é cumprir um sem números de leis e regras. O interessante é que não havia leis na época de Enoque, não há nem relatos de revelação, a não ser a revelação oral. Isso já era suficiente para Enoque caminhar e manter comunhão com o Eterno.

Este é o objetivo da fé Cristã. Deus nos convida para uma caminhada de comunhão e intimidade e não para uma trajetória religiosa de cumprimento de leis e regras das quais não conseguimos realizar. Caminhar com o Eterno é em todas as decisões da vida, optar pelas estradas nas quais o Eterno também andaria com a gente. Se há estradas nas quais o Eterno não pode caminhar conosco, então não tomamos o rumo delas, pois escolhemos andar com o Eterno.

Em meio a uma humanidade com fortes traços de corrupção, Enoque opta por caminhar com Deus. Ele opta por trilhar as trilhas em que Deus também caminharia. Moisés irá chamar isso de “Amar a Deus sob todas as coisas” (Deut. 6.4-5), ou seja, “em tudo escolher a Deus.”

[APLIC] Deus tem desejo de se relacionar com os seus filhos não em um aspecto mecânico e religioso, mas em uma ação de comunhão, um relacionamento de amizade. Essa relação está para além da lei, ela se baseia em uma atitude de amor de Deus para conosco e nossa para com Deus. A comunhão com Deus se mostra não nosso falar apenas, mas em nossa postura de sempre escolher a Deus em nossa caminhada.

Ex: José do Egito, que decide não pecar por amor a Deus (Gn 39.9).

 

MAS COMO ENOQUE ANDAVA COM DEUS?

 

3) ENOQUE ERA UM HOMEM DE FÉ.

Enoque agradou a Deus pela Fé e não por suas obras, é o que nos informa o autor de Hebreus: 

 

Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

 

“Sem fé é impossível agradar a Deus”. Desde o inicio da história humana a caminhada com Deus e faz a partir da fé e não das obras. Nossa fé não é uma fé de tarefas, mas sim de poder, poder que há na própria fé, no próprio ato de Crer.

Foi assim que Enoque alcançou bom testemunho diante de Deus. Ele creu, ele viveu pela fé no Eterno e caminhou por fé no Eterno, suas decisões foram tomadas a partir da fé. A história de Enoque é sobretudo uma história de Fé, de alguém, que séculos antes da Lei e da revelação escrita de Deus cria em Deus e foi justificado pela fé. Mas o que é fé?

O autor de hebreus nos ensina o que é fé: “A Certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.”

O que Enoque tinha certeza que chegaria e convicção de que aconteceu?

Enoque tinha a certeza de que chegaria o tempo em que estaria novamente com Deus, novamente no Jardim. E tinha a convicção de que isso não dependeria dele, mas sim do filho da mulher que esmagaria a cabeça da serpente.

A fé de Enoque é a mesma fé que nós temos que se revela na certeza de que estaremos com o nosso Senhor no jardim (que agora é uma cidade santa) e na convicção de que isso só é possível pela obra de Cristo.

Isso é Fé. Certeza de algo que ainda não veio (Céu). Convicção de algo que aconteceu (Sacrifício). Mesmo não vendo, ou não estando lá, somos embalados por essa certeza e convicção, assim como Enoque.

Pela Fé Enoque obteve bom testemunho e agradou a Deus.

O chamado para caminhar com Deus é um chamado para crermos em Deus e desfrutarmos da sua presença, poder e cuidado.

 

CONCLUSÃO:

Diante da vida de Enoque, somos desafiados a orar a Deus, buscando, pela fé, nos dedicarmos à Ele. Andando em sua presença, ou seja, em tudo escolhendo a Deus. Não por obras, mas pela certeza e convicção de que Cristo, nos concede esse privilégio de sermos amigos de Deus.

 

 

segunda-feira

Sobre as ruas


Foi sorrateiro como uma serpente
Os que estavam atentos perceberam
Ruas, praças e avenidas inteiras
Afinadas em um só grito

Temer? Jamais!
Então, restou resistir
Multidões unidas. Um só propósito
Enfim,
Reconstruir!

sexta-feira

#003 A formação do mensageiro de Deus - Gl 1.10-24


Texto: Gálatas 1.10-24

√ O que você conhece a respeito do apóstolo Paulo e o que lhe chama a atenção sobre a vida dele?
√ Paulo perseguia os cristãos em “nome de Deus”, porém, mais tarde descobriu que estava perseguindo o próprio Deus. Como descobrir se o que fazemos de fato é para Deus e de Deus?
√ Os cristãos, ao descobrirem que Saulo, agora Paulo, estava pregando o evangelho disseram: “Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir.” Quais ensinamentos podemos extrair dessa fala?

APLICAÇÃO
√ Paulo foi sem dúvida o maior missionário e teólogo da era cristã. Porém, antes de se tornar um homem de Deus, era um homem que perseguia o próprio Deus. Sem dúvida, não há pessoa que não possa ser transformada pelo poder do evangelho.
√ Tudo o que é feito em nome de Deus nos conduz sempre a sermos mais parecidos com Jesus Cristo, pois Cristo só fazia aquilo que o Pai mandava.
√ Diante da transformação que Cristo faz em nós as pessoas glorificam a Deus, pois reconhecem em nós um milagre.