quinta-feira

Sobre o Ego

Quem se alimenta de ego
Com fome sempre está
É um alimento vazio
Gostoso ao paladar
Mas danoso pra alma
De quem dele se alimenta

O CHAMADO À SANTIDADE

A igreja é chamada para ser Santa, essa é sua vocação. A santidade da Igreja de Cristo transforma as realidades, transforma a morte em vida e coloca ordem no caos.
Como isso é possível?
Mateus, Marcos e Lucas, relatam a história de uma mulher que, há doze anos sofria de hemorragia. Ela vai ao encontro de Jesus Cristo e, ao tocá-lo, é curada. Ela sabia que não podia tocar em homem algum, pois pela lei, estava impura.
Qualquer judeu sabia da lógica da pureza e impureza dentro da comunidade judaica, ela era simples e estava no alicerce dos ensinamentos bíblicos. Um item puro e santificado, quando tocava outro objeto, não tinha o poder de purificá-lo. Todavia, se um objeto impuro tocasse algum outro objeto, ou pessoa, esse se tornaria impuro. A lógica é simples, o puro não purifica, mas o impuro impurifica. Logo, se algo impuro tocasse em alguma coisa pura, essa coisa, ou pessoa, se tornaria impura.
Pedro sabia bem disso e por essa razão, em Lucas capítulo 5, depois da pesca maravilhosa, percebemos ele dizendo para o mestre: “Afasta-te de mim, pois sou pecador”. Ele percebeu a pureza do mestre e sabia que sendo pecador, não havia espaço para os dois no mesmo barco.
Nesse relato da cura da mulher que há doze anos sofria de hemorragia, assim como outros relatos de cura de Jesus temos a quebra dessa lógica. Pois uma mulher impura toca em um homem puro, mas ela não o deixa impuro, antes, a santidade de Jesus purifica a mulher e a cura. Jesus quebra a lógica da Lei, é como se Ele dissesse: “Eu sou santo o suficiente para lhe purificar, não temas.”
Por essa razão é que Jesus permanece no barco com os pescadores no texto de Lucas referido acima. A pureza e santidade de Cristo estava para além da lógica da lei e impureza alguma podia maculá-la.
A igreja é chamada para exercer a santidade do Cristo, essa santidade que é capaz de tornar o impuro em puro. Onde a igreja passa, onde ela toca, o que é impuro não resiste a sua santidade.
Por essa razão a igreja deve ser santa e abraçar a sua vocação, pois é a santidade de Cristo na vida da igreja que faz com que os sinais do reino se manifestem e haja transformação de morte em vida. Quando a igreja encontra com um cenário de morte, não é a morte que predomina sobre a igreja, mas sim ela que predomina sobre a morte e dessa forma traz a vida, traz a ordem ao caos.
A santidade de Cristo na igreja quebra a lógica da lei, prevalece sobre o impuro, transformando-o em puro sem perder sua pureza.

domingo

Sobre a Dieta

Evito porque pode engordar
Na verdade evito por que desejo
Se não desejasse seria comum
E por ser comum não evitaria
Um desejo reprimido faz evitar
aquilo que os olhos querem ver
mas a boca não pode comer
Um objeto incomum me faz rejeitar
Um desejo que evito por não poder desfrutar

sexta-feira

POR UMA IGREJA MAIS SAUDÁVEL

Em uma época confusa, no que diz respeito à diversidade de igrejas evangélicas no Brasil atualmente, cabe aqui o desejo de expressar o anseio por uma igreja mais saudável.

Existem sinais que evidenciam a saúde de uma igreja. A partir desses sinais reconhecemos se estamos em uma comunidade de fé que abraça os ensinamentos de Cristo, formando assim discípulos que são sal da terra e luz do mundo.

Uma igreja saudável se vê como parte do Reino de Deus, ela não é em si o Reino de Deus, mas expressão visível e histórica dessa realidade. Sendo assim, a instituição não sobrepõe o Reino, pois sabe que os fiéis que ali se reúnem, são embaixadores do Reino a serviço da igreja local e não embaixadores da igreja local a serviço do Reino. Logo, a igreja local não é o fim em si mesmo, mas o meio pelo qual se manifesta algo maior e mais profundo.

Viver nessa perspectiva significa ter um olhar amplo que vai além das paredes da instituição. Um olhar que não se torna bairrista ou reducionista. Um olhar que consegue perceber a sinalização e expansão do Reino de Deus como algo para além da exclusividade da igreja local ou da denominação escolhida.

Uma igreja saudável tem relevância local à semelhança de Cristo. Nos evangelhos, onde Jesus estava às multidões se afluíam para lá. Semelhantemente, a igreja deve atrair e acolher as pessoas a sua volta. Relevância local se percebe pela diferença que uma Igreja traz ao seu entorno.

Uma igreja saudável cede espaço para os fiéis desenvolverem seus dons e talentos. Ela proporciona e estimula um ambiente de crescimento onde todos são chamados a servir com o seu dom e na sua área de atuação, servindo sempre com alegria e com a consciência desse privilégio. A partir da igreja local, expande-se a área de atuação, extrapolam-se os limites de concreto da igreja enquanto instituição e inunda a sociedade ao redor.

Uma igreja saudável firma-se no caminho da palavra e da oração. Quanto maior a centralidade do ensino bíblico e a prática constante e comunitária da oração, mais evidentes se tornaram esses sinais de vitalidade e crescimento saudável. Quanto mais uma igreja se afastar desses caminhos, mais enferma e doentia se tornará.

Por fim, uma igreja saudável é aquela constituída por um ajuntamento de pecadores que clamam pela misericórdia do Pai, confiados no sacrifício do Filho e transformados pela ação do Espírito. São esses que oram dia e noite desejando ser a imagem de Cristo Jesus e ao expressarem esse desejo, consequentemente oram por uma igreja mais saudável.