quarta-feira

Sobre Coração Partido

Quem parte um coração

É parte de uma partilha

Que divide ao meio

Quem partilhou o que tinha

O bem mais que precioso

Quebrado faz alvoroço

No peito de quem dividia

terça-feira

Sobre Saudade

Fizeram as apostas na praça
Pra ver quem maior dano trazia
A saudade que aperta no peito
Ou a frieza que só distancia
A frieza traz dano ao que recebe
A saudade traz dano ao que dá
Levou o dinheiro da roda
Aquele que soube explicar
Que a saudade não respondida
É mais danosa para o coração
Pois torna frio o que era quente
Podando qualquer paixão

segunda-feira

A LUTA DO CRENTE CONTRA A TENTAÇÃO


Com o pecado não se flerta! Devemos sempre lembrar dessa verdade e ter uma postura radical com o pecado, cortá-lo na raiz. A raiz do pecado é a tentação e a raiz da tentação são os nossos maus desejos. Precisamos deixar que o Espírito Santo converta os nossos desejos aos desejos de Cristo, para que assim, a gente só deseje aquilo que Jesus Cristo desejaria.
A nossa cobiça nos coloca em situação de tentação e contra a tentação devemos lutar com todas as forças, se preciso for, até o ponto de "dar o próprio sangue" (Hb. 12.4).
Não se flerta com o pecado!
Aprendemos isso com Caim, pois Deus havia lhe dito que o pecado estava a porta e "ele deveria dominá-lo", ou seja, o desejo de Caim estava tão latente que abriu em si espaço para o mal se apoiar.
José, o príncipe do Egito, nos ensina a fugir da tentação, antes que se caia em pecado. Diante da mulher de Potifar, ele não pensou duas vezes no que fazer, apenas orou e correu. Ele disse: "Como posso pecar contra o meu Deus", essa foi a sua oração e depois disso ele tratou de se mandar. Não quis saber se o desejo da mulher se acalmou diante de sua fé. Ele orou e correu.
Jesus, no deserto diante da tentação do diabo, repreendeu o inimigo dizendo: "Retira-te Satanás" (Mt. 4.10). Quando foi estimulado a desistir da cruz, também repreendeu a tentação do maligno veementemente: "Afasta-te de mim, Satanás" (Mt. 16.23).
Os apóstolos também lutavam firmemente contra as tentações. Submetiam a sua natureza carnal a constantes jejuns, "esmurrando o próprio corpo" para que a força de seus passos não fossem direcionados pela voracidade carnal de seus corpos.
NÃO SE FLERTA COM A TENTAÇÃO! NÃO SE DOMESTICA O PECADO!
A cobiça nos coloca em condição de tentação. A tentação dá espaço para o pecado e o pecado produz morte [PONTO]! Por isso, aquele que nasceu denovo, aquele que crucificou o velho homem na cruz, luta com todas as forças contra a tentação, sabendo que: "Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar." (1Cor10:13).
Deus já nos providenciou o cordeiro e também nos providencia o escape. Mas qual éo escape?
O escape que Deus nos concede é a comunidade, são os nossos irmãos. Repare bem no texto que diz: "... Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar..." O texto é comunitário, assim como todo o movimento da Fé Cristã. A tentação é de todo mundo, por isso, minha luta é a também a luta do meu irmão, pois como o próprio apóstolo vai afirmar alguns versos depois: "Por haver um único pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão" 1 Coríntios 10:17.
É a mesma lógica da oração do Pai Nosso. Quando os discípulos pedem pra Jesus a ensiná-los a orar, Jesus ensina os seus discípulos a interceder, pois: O Pai é nosso, o Pão é nosso, o Perdão é nosso, os Devedores são nossos e as Tentações também são nossas. Quem ora no plural, ora pela comunidade e quem ora pela comunidade é um intercessor.
O escape contra as tentações não é a força do nosso braço, mas sim a oração dos nossos irmãos. Traga para a luz a sua tentação, compartilhe com os "amigos mais chegados que irmãos". Deixem que eles orem por você naquelas situações em que nem você consegue mais orar. Permita que a cura e a libertação de Deus venham por intermédio da comunidade.
O pecado é como uma onça. Quando olhamos de longe parece um gatinho, mas quando nos aproximamos percebemos que é um felino feroz e altamente faminto, aí já é tarde, estamos pertos demais.
Fuja das tentações. Coloque os seus desejos diante dos irmãos da comunidade, para que a sua fraqueza seja combustível da oração dos santos, “pois muito pode a oração de um justo em sua eficácia" (Tg. 5.16).

quinta-feira

Despertando a vocação missionária

Ser cristão é ser um agente missionário, é estar em missão a todo tempo e o tempo todo. Todavia como priorizar esse tema na pauta da vida que, por sinal, anda cada vez mais corrida?

Uma porta de entrada para de fato assumirmos essa identidade é o envolvimento com uma instituição missionária. Digo envolvimento financeiro, dar uma recalculada no orçamento da casa e assim encontrar uma verba mensal para o apoio de instituições missionárias que já atuam em campos específicos.

Dessa forma, além de investirmos na expansão do reino, poderemos estreitar o contato com essa instituição recebendo informativos, revistas, notícias dos missionários, notícias dos campos, juntamente com os diversos pedidos de oração.

Outro caminho interessante é o apoio pessoal e direto a um missionário ou família missionária. Esse apoio deve ir além do investimento financeiro, deve ser um envolvimento emocional que cria em nós interesse pela vida do próximo. Trocas de e-mail, ligações e mensagens, são caminhos para saber sobre os desafios da vida e do campo, além do mais estreitam laços de amizades.

Abrir a porta da casa para receber missionários e assim ouvir a experiência de quem está no campo, deve ser uma programação constante em nossa agenda, pois assim vemos e ouvimos de perto histórias que nos encorajam e nos estimulam a fazer parte dessa vivência.

Por fim, dentre tantas outras sugestões que poderiam ser dadas, encerro com a experiência das viagens missionárias. Acredito que todos deveriam doar parte das férias para participar de uma viagem missionária, ou trabalho voluntário em alguma região ou campo distante de casa. Essa experiência de deixar a zona de conforto e estar em outro contexto, de alguma forma proporciona a possibilidade do crescimento e da dependência de Deus, além de revelar outros contextos e situações diferentes da que vivemos.

Participar de projetos assim amplia o nosso olhar sobre como podemos atuar no reino de Deus e nos estimula a sermos mais engajados no nosso dia a dia com aquilo que temos em nossas mãos.

Uma igreja viva é entre outras coisas uma igreja missionária e uma igreja missionária não é apenas aquela que investe grande soma de dinheiro em missões, antes, é uma igreja onde todos entendem que estão em missão.