terça-feira

CADA UM NA SUA


É de outro, então não é meu
Que direito tenho eu sobre ti?
Talvez nenhum. Talvez algum
O direito às vezes é errado e o errado pode vir a ser direito
Mas que direito tem de ser errado?
Se não é meu não posso cobiçar
Se fosse meu, não daria valor
E qual o valor da cobiça?
Vai-te em paz,
Não tenho direito sobre ti,
Nem de cobiçar, pois tornar-me-ei errado por direito
O direito da paz é a paz por direito
E o valor da paz é se contentar com o que é seu
O que é seu é seu por direito
Que paz teria se vivesse querendo o que é seu?
Seria eu querendo ser você
Então o que seria eu? Você ou Eu?
O valor do eu esta na paz de viver direito em mim
A cobiça me faz ser quem não posso ser
E querer ter o que não é meu
O contentamento me deixa ser quem sou e me apaziguar com o que tenho
Se é de outro, então é outro e não sou eu
Se é meu é meu e aí me encontro
O que preciso?
É ser um pouco mais de mim
Para que assim eu veja o outro direito
Sem cobiçá-lo,
Mas apenas vê-lo em paz
Paz por direito, no direito da paz
Eu em mim, tu em ti e Ele em nós.

3 comentários:

  1. Tenho a sensação que tu escreve tuas poesias numa lapada só, não é??

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